Devocionais

Silêncio, por favor!

setembro 5, 2017

…depois do terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranquilo e suave. v.12

Recentemente, o surgimento de aparelhos digitais de música trouxe uma preocupação com relação à perda da audição. Esses aparelhos de som e fones de ouvidos têm sido alvo de reclamações e processos judiciais. A exposição prolongada à musica em volume alto demonstrou ser a causa de sérias deficiências auditivas. De certa forma, ouvir volume alto demais pode resultar em incapacidade no ouvir.

Vivemos num mundo repleto de ruídos — sons com o objetivo de vender, pedir, seduzir e enganar. Em meio a essa cacofonia de sons, é fácil não perceber a mais importante de todas as vozes.

Elias ouviu as ameaças de Jezabel e a voz de seu próprio medo, e por isso fugiu e se escondeu numa caverna. Lá, foi confrontado com o ruído de um vento fortíssimo, um terremoto e fogo (1 Reis 19:11,12). Então houve um silêncio na caverna e a voz do Senhor — o único som que realmente importa — se fez ouvir, “…um cicio tranquilo e suave” (v.12).

Se quisermos que Deus fale aos nossos corações por meio de Sua Palavra, devemos nos afastar do barulho da multidão. Somente quando aprendemos a nos aquietar, vamos entender de fato o que significa ter comunhão com o Deus, que se preocupa conosco.

Em nossos “momentos de silêncio” hoje, vamos nos esforçar para ouvir a voz de Deus.

Para ouvir a voz de Deus, diminua o volume do mundo.
@paodiario
Devocionais

Paz interior

agosto 29, 2017
…amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria… 1 Pedro 3:8,9

Como reagimos às críticas hostis? Se elas nos deixam irados com quem nos critica, precisamos aprender com o pregador Jonathan Edwards (1703–58).

Edwards foi considerado pelos eruditos como um filósofo criterioso, mesmo assim os que governavam a sua igreja o atacaram de modo vingativo. Achavam que ele estava errado ao ensinar que uma pessoa precisava nascer de novo antes de participar da Ceia do Senhor.

Mesmo despedido de sua igreja, Edwards manteve uma atitude amorosa e de perdão. Um membro que o apoiava escreveu a seu respeito: “Nunca vi qualquer sintoma de desagrado em seu semblante. Ele parecia ser como um homem de Deus, cuja felicidade estava fora do alcance de seus inimigos.”

Edwards estava simplesmente copiando o exemplo do Senhor Jesus. Quando o Salvador foi insultado, não retribuiu com insultos. Quando foi acusado falsamente, permaneceu calado, “…como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53:7).

Você tem paz interior mesmo quando é criticado? Ao pedir ajuda ao Espírito Santo, você pode — como Edwards — responder de forma semelhante a Cristo diante de acusações falsas ou  fofocas.

A pior das críticas pode fazer aparecer o que de melhor existe em você.
@paodiario
Devocionais

Árvore x urso

agosto 22, 2017

Não é muito comum a polícia interferir numa luta entre um urso e uma árvore. A briga começou com um insulto malicioso e um choque acidental. Repentinamente, o urso falou e a árvore respondeu! Logo vi que era um homem numa fantasia de urso brigando com alguém fantasiado de árvore. A polícia teve que apartar os dois.

Ursos e árvores não foram feitos para lutar um com o outro. E nós também não. Entretanto, no decorrer da história, as pessoas que foram criadas para amar e servir umas às outras muitas vezes partem para o insulto e agressão.

O interessante é que, conforme diz o profeta Jeremias, até mesmo aqueles que conhecem a lei de Deus podem machucar uns aos outros, sem arrependimento: “…ninguém há que se arrependa da sua maldade…” (Jeremias 8:6), “…sem sentir por isso vergonha…” (v.12). Jeremias também expressou o assombro de Deus, pois mesmo as criaturas selvagens refletem mais sabedoria do que aqueles que dizem “paz, paz” enquanto fazem o mal (vv.7,11).

Aquele que criou os pássaros (v.7) não chama a atenção apenas para os nossos erros. Ele se oferece para preencher o nosso vazio com a Sua plenitude. As alternativas são boas: graça em troca de amargura, sabedoria em vez de insensatez, paz em lugar do conflito.

 
O arrependimento exige que eu me afaste do pecado.
Devocionais

Sem ostentar direitos

agosto 15, 2017

Meu pai era a pessoa mais importante no meu mundo, quando eu era menino. Ele foi um pastor respeitado, um bom pregador e um líder amável e gentil. Seus dons foram reconhecidos por diversas comissões onde serviu. Foi condecorado por seu serviço para Cristo, com o título de doutor honoris causa. As pessoas muitas vezes diziam: “Oh, você é filho de Joe Stowell” ou me apresentavam como “o filho do Dr. Stowell”. Eu me orgulhava de meu pai e ficava tão satisfeito em ser seu filho que por diversos anos, ser conhecido como seu filho, era a minha fonte de valorização.

Este é apenas um olhar de relance sobre o que significa estar satisfeito com a importância advinda de nossa posição como filhos do Rei. Por causa do grande amor de Deus por nós, Ele nos adotou como Seus filhos e filhas (Efésios 1:5). Não existe honra maior. Nenhum bem material, fama, poder ou posição podem ser comparados a isso. Quando compreendemos essa realidade, ficamos livres da tentação de criar e manipular a nossa própria importância.

Aqueles que estão em Cristo têm importância nele. Podemos nos regozijar porque somos chamados pelo Seu nome: “…assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo…” (v.4). Quando pertencemos ao Rei dos reis, não precisamos da ostentação de outros direitos!

@paodiario

Devocionais

Amor imutável

agosto 8, 2017

Em certa cerimônia de casamento em que participei, o pai da noiva citou uma comovente seleção de textos bíblicos sobre o relacionamento conjugal. Em seguida, um amigo do casal leu o “Soneto 116” de William Shakespeare. O pastor que conduziu a cerimônia usou uma frase daquele soneto para ilustrar o tipo de amor que deve caracterizar o matrimônio cristão: “Amor não é amor que se altera quando encontra alteração.” O poeta está dizendo que o verdadeiro amor não muda com as circunstâncias.

O pastor falou sobre as muitas mudanças que o casal experimentaria durante sua vida em comum, incluindo a saúde e os efeitos inevitáveis da idade. E os desafiou a cultivar o verdadeiro amor bíblico que nunca vacila nem falha, apesar das alterações que certamente encontrariam no caminho.

Enquanto observava a alegria e o entusiasmo daquele jovem casal, veio-me à mente um versículo de Tiago: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (1:17). Deus nunca muda, e Seu amor por nós também não. Somos receptores de um amor perfeito que vem de nosso Pai celestial, que nos amou “com amor eterno” (Jeremias 31:3).

Somos chamados a aceitar o amor infalível de Deus, permitir que Ele molde nossa vida e transmitir o Seu amor.

O amor de Deus permanece mesmo quando todo o restante já caiu.

Devocionais

Impressões equivocadas

agosto 1, 2017

O romance de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, (Pub. Europa-América, 2010) é sobre uma mulher inglesa, Lizzy Bennet, perseguida pelo Sr. Darcy, um homem egocêntrico, complexado e rico. A primeira impressão de Lizzy sobre ele foi de que era: arrogante, introvertido e egoísta. Mais tarde, quando chega a saber de seus muitos atos secretos de bondade para com os outros, Lizzy admite que havia se enganado em relação a ele.

O livro de Josué 22 registra um outro exemplo de primeiras impressões equivocadas. As tribos de Rúben, Gade e Manassés haviam construído um imponente altar, junto ao Jordão. Quando as outras tribos ficaram sabendo, enfureceram-se (vv.9-12), porque Deus havia ordenado que somente Ele fosse adorado e que os sacrifícios fossem oferecidos unicamente no tabernáculo (Êxodo 20:3; Levítico 17:8,9). Eles viram a construção daquele altar como um ato de apostasia.

Felizmente, Fineias, filho do sacerdote Eleazar, foi até lá com uma delegação para averiguar por que eles haviam construído o altar (Josué 22:13-33). Foi-lhes dito que se tratava de um memorial da união de todas as tribos, sob a autoridade do único Deus de Israel (v.34).

Muitas vezes, nossas primeiras impressões podem estar erradas. Todavia, a comunicação correta pode corrigir mal-entendidos criados por nosso próprio orgulho e preconceito.

@paodiario 

Devocionais

Meu coração me condena

julho 25, 2017

Você às vezes se sente culpado e indigno por causa de algo que fez anos atrás? Você já confessou e pediu que Deus lhe perdoasse, mas a lembrança daquilo o persegue?

Eu me identifico com você. Os sentimentos de culpa ainda passam por cima de mim quando relembro como falhei com uma senhora idosa e sem filhos, quando estava estudando para o ministério. Ela vinha com frequência na loja em que eu trabalhava meio expediente. Depois de certo tempo, tornei-me amigo e conselheiro espiritual dela e de seu marido. Mais tarde, oficiei o funeral dele.

Quando mudei para uma cidade vizinha como pastor seminarista, perdi o contato com ela. Eu queria procurá-la, mas sempre adiei o compromisso. Certo dia, vi a nota de seu falecimento. Fiquei devastado com a dor e confessei meu pecado a Deus.

Mais de 30 anos após a conversão de Paulo, ele se referiu ao tempo em que havia sido “blasfemo, e perseguidor, e insolente” (1 Timóteo 1:13). Ele disse de si mesmo: “…Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (v.15). Mas exultava constantemente na certeza de que era um pecador perdoado.

Deus, que é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas (1 João 3:20), perdoou-nos dos pecados que confessamos (1:9). Podemos crer nele!

 A confissão a Deus sempre traz purificação.
@paodiario
Curiosiodades

A primeira igreja reformada no Brasil

julho 20, 2017

Em 1555 o rei Henrique II da França deu apoio para uma expedição colonizadora ao Brasil. Ele apontou o vice-almirante Nicolas Durand de Villegaignon, que reuniu um bom número de homens, recrutando-os inclusive em algumas prisões; o grupo partiu da França em julho de 1555 e chegou à baia da Guanabara depois de uma viagem de quatro meses.

La construíram um forte ao qual deram o nome de “Coligny”.  O nome mostrou o respeito pelo almirante Gaspard de Coligny, que era um homem importante na corte francês e simpatizante da fé reformada, que estava sendo divulgado pelo reformador João Calvino (1509-1564).

A pequena colônia sofreu bastante no primeira ano da sua existência por causa da imoralidade dos homens. Villegaignon teve a ideia de escrever uma carta à Calvino solicitando o envio de pastores e colonos protestantes. Ele esperava que eles melhorassem o moral da pequena comunidade por meio de uma pregação rigorosa. A igreja de Calvino em Genebra atendeu a solicitação e o conselho enviou dois ministros e vários leigos. Entre eles estava um estudante de teologia, Jean de Léry, que escreveu um relato sobre os acontecimentos.

O grupo de huguenotes chegou a Guanabara no dia 7 de março de 1557. O objetivo da sua vinda era duplo: criar uma igreja reformada entre os franceses e evangelizar os indígenas. Logo após o desembarque os huguenotes realizaram o primeiro culto reformado no solo brasileiro invocando a Deus por meio de uma oração pelo ministro Pierre Richier e o mesmo fez uma pregação, baseado em Salmo 27:4: “Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor e meditar no seu templo”.

Inicialmente tudo andava bem, mas com o passar do tempo Villegaignon descobriu que não concordava com as ideias dos protestantes; ele mudou de opinião sobre Calvino, considerando-o um herege desviado da fé. Ele começou a perseguir os calvinistas e mandou o pastor Chartier de volta à França em junho 1556. No fim de Outubro o comandante expulsou os reformados da pequena ilha para o continente. Eles permanecerem ali por dois meses à espera de um navio que os levasse de volta para a França.

No dia 04 de Janeiro 1558 chegou um navio que podia levar a grande maioria para França, mas não todos. Cinco homens decidiram retornar ao forte Coligny e esperar uma outra oportunidade. Os nomes deles eram Pierre Bourdon, Jean du Bordel, Matthieu Verneuil, André la Fon e Jacques le Balleur. Villegaignon os recebeu de modo cordial, mas doze dias depois mudou de opinião e disse que eram traidores. Eles ficaram presos e foram condenados à morte por heresia. Antes de morrer, entretanto, foram obrigados a professar por escrito sua fé, no prazo de doze horas, respondendo uma série de perguntas que lhes foram entregues. Eles assim o fizeram, e escreveram a primeira confissão de fé na América, sabendo que com ela estavam assinando a própria sentença de morte. Essa confissão se chama a Confissão de fé de Guanabara.

@bramdegraaf

Devocionais

Preocupação

julho 18, 2017

É difícil viver sem certo grau de ansiedade e preocupação, não é mesmo? Preocupamo-nos com tudo: casamento, filhos, contas, emprego, dinheiro, peso, saúde, se vamos casar ou não e até com as rugas que aparecem no rosto e no pescoço.

A preocupação, li em algum lugar, é um ato de meditação. Quando nos preocupamos, colocamos a nossa atenção e energia nos problemas e não no Senhor. Mantemos nossa mente e “conversa interior” nas dificuldades, e elas se tornam maiores do que na verdade são. Maiores do que as promessas do Senhor e até maiores do que o próprio Mestre.

Como quebrar este hábito de meditar negativamente? Uma pequena dica é: confronte cada problema com as promessas bíblicas e com o caráter do nosso bom e generoso Deus. A Bíblia nos diz que Abraão conseguiu manter uma atitude positiva, mesmo diante de grandes obstáculos: “E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus” (Romanos 4:19,20).

E o Senhor Jesus disse que por mais ansioso que alguém esteja, não poderá acrescentar um simples segundo ao curso de sua vida. Medite nas Escrituras e memorize-as para quebrar e vencer este mau hábito que nos afasta de descansar no Senhor.

…não vos inquieteis com o dia de amanhã… —Mateus 6:34

@paodiario

Devocionais

Lembranças

julho 4, 2017

Anos atrás, alguns membros da minha família se reuniram num restaurante para celebrar o 100.º aniversário de minha avó.

Mas ela não estava lá. Está no céu há 16 anos. Mas nós estávamos tão gratos pela sua influência sobre nós que queríamos festejar sua vida. Usamos suas xícaras e pires cor-de-rosa e tomamos chá juntos e relembramos a sua doçura, sabedoria e senso de humor típico. Nós nos recordamos dela.

Quando mais de um dos nossos cinco sentidos está envolvido numa experiência, algo “toca” em nossa memória. Quem sabe se por saber que temos a forte tendência de esquecer coisas, Jesus escolheu um método que envolveria alguns de nossos sentidos para nos ajudar a relembrar o Seu sacrifício. Foi numa refeição — momento de comer e beber — quando disse aos Seus seguidores: “…fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24).

Quando participamos da Ceia do Senhor, lembramos do amor e sacrifício de Jesus, de forma tangível. A comunhão é mais do que um ritual. Cada momento deveria ser experimentado como se você estivesse sentado ao redor da mesa com os discípulos, quando Jesus falou isso.

Com corações transbordantes de gratidão, celebramos a Ceia do Senhor como um momento de lembrança do Seu sacrifício por nossos pecados.

@paodiario